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Minas Gerais amplia vacinação contra meningite C.
Em 2021, o estado registrou 17 casos e quatro mortes da doença. Neste ano, até setembro, foram 51 casos e 17 mortes
27/10/2022 11h02
Por: Samuel Fonte: g1.globo

 

A partir do dia 3 de novembro, a vacinação contra meningite C será ampliada em Minas Gerais. A informação foi divulgada pelo secretário de Estado de Saúde, Fábio Baccheretti, na manhã desta quarta-feira, dia 26.

"A meningite C é uma das meningites que atacam as pessoas, nós temos outras bactérias, como a meningite B, as meningites virais. Mas a meningite C é uma que nós temos uma vacina, há cerca de 12 anos, já disponível para a população. É uma doença prevenível e a gente vem vendo, desde 2017, não bater a meta de 95% dessa vacina", explicou o secretário.

Crianças de três e cinco meses podem se vacinar contra a doença e o reforço ocorre com 12 meses.  A partir de novembro, jovens de 16 a 30 anos, trabalhadores da saúde e da educação, do ensino superior e técnico, e estudantes universitários vão receber a dose única da vacina. 

"Se a gente incluiu a meningo C há 12 anos, esses grupos são grupos que não foram vacinados. Então nós vamos aumentar a cobertura vacinal protegendo ainda mais a população e essa bactéria correndo um risco menor de transmissão e morte". Em 2021, o estado registrou 17 casos e quatro mortes. Neste ano, até setembro, foram 51 e 17 mortes.

 

Crianças de três e cinco meses podem se vacinar contra a doença e o reforço ocorre com 12 meses.  A partir de novembro, jovens de 16 a 30 anos, trabalhadores da saúde e da educação, do ensino superior e técnico, e estudantes universitários vão receber a dose única da vacina.

 

Varíola dos macacos

Durante a coletiva, o secretário também falou sobre os dados da varíola dos macacos. Minas tem três óbitos confirmados e um ainda é investigado. No estado, 553 casos da doença foram confirmados e outros 347 são investigados.

Covid-19

Sobre a Covid-19, Baccheretti explicou que o número de mortes em Minas chegou no patamar de março de 2020, o menor desde o início da pandemia. Em relação à vacinação, 88% da população tomou a primeira dose, 83% a segunda dose, 63% a primeira dose de reforço e 41% a segunda dose de reforço.

A previsão é que a vacina faça parte do calendário anual de vacinação. A possibilidade é discutida junto ao Ministério da Saúde, e a decisão deve sair até o fim deste ano para o planejamento em 2023.