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Especialista do Hospital João XXIII explica o que fazer em casos de acidentes com animais peçonhentos
Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais registrou mais de 4 mil casos em 2025; serviço tem atendimento telefônico 24 horas ...
28/01/2026 16h09
Por: Artur Valério Fonte: Secom Minas Gerais

Com a chegada do verão, o Hospital João XXIII registra um crescimento significativo nos atendimentos relacionados a intoxicações causadas por animais peçonhentos.

Esse aumento é resultado da combinação de vários fatores típicos desta época do ano, como chuvas intensas e altas temperaturas, que afetam os abrigos desses animais, levando-os a sair em busca de locais mais seguros.

Alguns deles também têm maior atividade neste período. Além disso, o maior fluxo de pessoas em áreas verdes durante o período de férias contribui para a alta no número de ocorrências.

No último ano, a unidade registrou 4.239 casos de acidentes com peçonhentos (sem contar atendimentos relacionados a picadas de abelhas), sendo 2.028 causados por escorpiões, 1.015 por aranhas, 751 por serpentes e 445 por lagartas. 

Segundo o coordenador do Centro de Informação e Assistência Toxicológica de Minas Gerais (CIATox-MG), Adebal de Andrade Filho, em caso de acidente, as primeiras medidas de socorro são manter a vítima calma e lavar o local atingido com água e sabão.

Ele alerta que não se deve fazer torniquete, furar, espremer ou sugar a região afetada, nem oferecer qualquer tipo de alimento ou bebida.

Na sequência, com segurança e mantendo distância, recomenda-se tentar fotografar o animal de diferentes ângulos: cabeça, cauda, dorso e região ventral, se possível. Estas fotos permitirão a identificação precisa pela equipe de saúde, possibilitando o tratamento correto e no menor tempo possível.
 

 

"Não se deve acuar nem tentar capturar o animal. Caso ele represente risco ou esteja em ambiente doméstico, deve-se avaliar a necessidade de acionar o Corpo de Bombeiros Militar, por exemplo, para captura. A orientação é nunca se expor a riscos, especialmente em situações envolvendo enxames de abelhas ou serpentes, que são ágeis e podem levar a acidente quando manipuladas ou perturbadas", explica Adebal.

 
  
  

A vítima deve ser encaminhada rapidamente à unidade de saúde mais próxima do local do acidente. No atendimento, os profissionais poderão identificar se o animal é peçonhento ou não, iniciar o tratamento e, se necessário, encaminhar o paciente de forma ágil para uma unidade de maior complexidade.

O CIATox-MG integra o Serviço de Toxicologia do Hospital João XXIII e oferece atendimento telefônico 24 horas para orientar pacientes e profissionais da saúde de outras unidades sobre como proceder diante de emergências com animais peçonhentos ou intoxicações agudas. Confira os telefones abaixo:

 



Alerta

Apesar do aumento de ocorrências no verão, os acidentes com animais peçonhentos acontecem durante o ano todo, como no caso do pequeno Pedro - à época com apenas 10 meses de vida, filho da médica ginecologista e obstetra Jordana Maura.

Em agosto do ano passado, em Moema, a criança foi picada por um escorpião e levada rapidamente ao hospital da cidade, que entrou em contato com a CIATox-MG e recebeu o soro antiescorpiônico.

Em seguida, Pedro foi encaminhado para uma unidade em Bom Despacho, onde completou a soroterapia antiveneno. Posteriormente, o menino foi transferido para o Hospital João XXIII.

Jordana destaca o apoio recebido na unidade. “Meu filho teve um atendimento espetacular. As equipes da Pediatria, da Terapia Intensiva Pediátrica e da Toxicologia conduziram o caso. O Pedrinho recebeu um cuidado preciso e eficaz”, relata.