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Minas realiza primeiro Dia D de 2026 contra as arboviroses e reforça enfrentamento ao Aedes aegypti
Mobilização em 28/2 envolve todos os municípios mineiros com ações educativas, vacinação, mutirões e engajamento da população
06/02/2026 13h43
Por: Artur Valério Fonte: Secom Minas Gerais

O Governo de Minas realiza, no dia 28/2, o primeiro Dia D Minas de combate às arboviroses de 2026. A mobilização, intitulada “Dia D – Minas unida contra o Aedes”, marca mais uma etapa do enfrentamento ao mosquito Aedes aegypti e vai movimentar os municípios das 28 Unidades Regionais de Saúde com ações integradas de prevenção e conscientização. 

Carol Souza 

A expectativa é de que sejam realizados mutirões de limpeza, recolhimento de entulhos, blitzes educativas e panfletagem com orientações à população, com passo a passo para eliminar focos do mosquito transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. 

O Dia D integra o conjunto de estratégias continuadas da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG) para reduzir a circulação das arboviroses e marca o ápice das ações de mobilização neste período sazonal. Em 2025, as iniciativas e os investimentos do Estado contribuíram para uma redução de 92% nos casos de dengue em comparação com 2024. 

De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, o envolvimento da população é fundamental para o sucesso da mobilização. “Serão feitas ações em todos os municípios e contamos com o engajamento de todos para eliminar os focos do Aedes e, assim, reduzir ainda mais os casos e os óbitos por dengue e chikungunya em Minas”, destaca. 

Prosdocimi ressalta ainda a importância da vacinação como estratégia complementar de proteção. “A vacina contra a dengue está disponível em todos os 853 municípios, direcionada ao público de 10 a 14 anos, para prevenir casos graves, internações e óbitos nesse grupo mais vulnerável”, completa. 

Além disso, a ampliação da vacinação com a QDenga em todos os municípios se soma ao projeto piloto de vacinação em massa realizado em Nova Lima, com o imunizante produzido pelo Instituto Butantan, voltado ao público de 15 a 59 anos. 

Ações continuadas 

O primeiro Dia D de 2026 dá sequência às ações preparatórias deste ciclo sazonal das arboviroses e se soma a outras estratégias já em curso em todo o território mineiro. 

Em dezembro, cerca de R$ 47,3 milhões foram repassados aos municípios para fortalecer a resposta local. O Estado também investe, anualmente, aproximadamente R$ 210 milhões em vigilância em saúde, controle vetorial e tecnologias de monitoramento, como ovitrampas e drones. As ações incluem ainda a descentralização do uso do Ultra Baixo Volume Veicular, conhecido como fumacê, e a ampliação da oferta de exames laboratoriais. 

Em novembro de 2025, foi realizado o primeiro Dia D desta sazonalidade, com a participação de mais de 600 municípios, envolvendo orientações à população, atividades educativas em escolas, unidades de saúde e empresas, além do recolhimento de entulhos. 

Monitoramento por drones 

Minas Gerais é o primeiro estado do país a utilizar drones para identificar focos do Aedes aegypti. Foram investidos cerca de R$ 30 milhões na operacionalização da Política Vigidrones, que permite o monitoramento em todo o território mineiro. A tecnologia complementa o trabalho dos agentes comunitários de endemias e amplia a efetividade no combate aos criadouros. 

Segundo Renato Mafra, diretor operacional da Tech Dengue, empresa responsável pelo monitoramento em cerca de 700 municípios, o uso de drones representa um avanço significativo. “A tecnologia permite superar um dos principais desafios do trabalho de campo, que é localizar focos em áreas de difícil acesso, em locais elevados ou onde não há autorização de entrada”, explica. 

O supervisor de zoonoses da Prefeitura de Sabará, Marcelo Paulo, destaca os resultados práticos da ferramenta. “Identificamos uma grota atrás de uma residência com grande acúmulo de pneus abandonados. Com o apoio dos drones, foi possível localizar o foco com precisão, recolher o material e, semanas depois, observar a redução dos casos”, relata.