Em junho desse ano, Maria Alice publicou nas redes sociais uma carta aberta ao seu doador. No texto, ela fala que jamais vai esquecer do gesto que salvou sua vida.
Leia abaixo:
"Sou tão grata por você, eu nunca te vi pessoalmente mas sei que no momento que você esteve aqui na terra só existia bondade em seu coração. Eu sempre me perguntava o que te falaria se pudesse te encontrar e eu falaria que você tinha uma bondade que ninguém conseguiria explicar, nem eu. E eu sei disso pelas minhas atitudes depois de ter recebido seu coração, meu jeito de ver a vida mudou completamente e você fez parte disso, meu respeito ao próximo e tudo que eu tenho de bom em meu ❤️ é graças a você e mesmo que você já tenha partido eu nunca vou me esquecer de ti . Eu não tenho palavras que agradeçam o quanto você foi e ainda é importante no mundo ! Fiquei muito emocionada em ver como você era e eu pensei que seria impossível ver quem me ajuda a viver, e finalmente esse dia chegou, eu amo você, meu doador", disse Maria Alice.
A mãe reforça a importância da doação de órgãos e dos familiares comunicarem sobre o assunto. No Brasil, a doação de órgãos (coração, pulmões, rins, fígado e pâncreas) somente é feita após a constatação da morte encefálica do doador, seguida da autorização familiar para extração dos órgãos.
"Precisamos falar sobre doação de órgãos. A negativa vem muito da ignorância sobre a doação. Quanto mais a gente falar, divulgar e explicar, mais pessoas vão entender o que é a doação de órgãos", afirmou.
A mãe reconhece que a espera pode ser angustiante, mas que quanto mais as famílias falarem sobre o assunto, mais rápido será o processo.
"Essas pessoas precisam ter fé e perseverança. Tudo passa, o momento de espera também", disse.