Cidades Editorial
7 dias sem água em PL
Somente após 6 dias sem água que Prefeitura de Pedro Leopoldo resolve assumir a coordenação da crise de desabastecimento de água e aumentar o fornecimento com caminhões pipas
27/09/2023 08h54 Atualizada há 2 anos
Por: Ryan Lucas Fonte: OBSERVADOR
Créditos: Por dentro de tudo

Prefeitura e Copasa informam que a água na região do Centro de Pedro Leopoldo, foi brevemente interrompida nesta quarta-feira, 27, para que a água suba com mais facilidade às regiões mais altas.

 

O drama da falta d’água em Pedro Leopoldo completa sete dias hoje, quarta-feira, dia 27 de setembro. A crise provocada pela inabilidade da Prefeitura e Copasa afetou e afeta milhares de pedroleopoldenses em todo município.


Escolas fechadas, torneiras fechadas, pessoas optando pelo banho ou lavar vasilhas, pais faltando ao trabalho por não ter como deixar os filhos em casa sozinhos, pias entupidas de vasilhas sujas, idosos e crianças sofrendo com as altas temperaturas desta semana que chegaram aos 39 graus e ainda o drama da falta d’água nas torneiras. Este é o cenário da cidade que se veste para as festividades dos cem anos em janeiro próximo. 


Entenda o caso. Na quinta-feira, dia 20, durante as obras na Estrada de Vera Cruz Neves, obras de responsabilidade da Prefeitura, uma patrol ao remover uma enorme pedra que estava nas margens da estrada, a mesma caiu exatamente sobre a tubulação da rede de abastecimento da Copasa causando grande vazamento de água. 
Aí começou o drama de reparações e vazamentos na rede provocando o desabastecimento em quase a totalidade dos bairros de Pedro Leopoldo que até hoje, terça-feira, dia 26, não foi totalmente normalizado. 
A Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) em nota disse que o problema não foi causado por ela e sim por “terceiros” e que está tomando todas as providências para solucionar a situação.
Já a Prefeitura não assume que o problema foi inicialmente causado por obra dela e disse em nota que irá “entrar com processo judicial contra Copasa por danos morais coletivos e que está “fiscalizando, exigindo e direcionando os caminhões-pipa para os locais mais críticos do município, com abastecimento de caixas d’água em pontos estratégicos de bairros onde a água ainda não chegou”.

Somente após seis dias com as pessoas passando mil problemas com a falta d’água nos bairros mais altos é que a Prefeitura resolveu mandar caminhões pipas para atender toda população. Na manhã desta quarta-feira, 27, moradores dos bairros Sônia Romanelli, Portal das Acácias, Triângulo, São Geraldo e Lua ainda reclamam da falta d’água.
Também somente ontem, terça-feira, 26, é que a Prefeitura resolveu tardiamente “assumir a coordenação” da crise de desabastecimento de água e anunciou o envio de caminhões pipas para os bairros Lua e São Geraldo. Veja nota da Prefeitura.