Mais uma vez foi preciso o protesto público de médicos da Maternidade de Pedro Leopoldo para que a Prefeitura liberasse o pagamento do convênio. Ficando quase dois meses sem receber, os plantonistas da Maternidade não tiveram outra opção a não ser mostrar publicamente o descaso da Prefeitura com a importante casa de saúde.
A primeira repercussão aconteceu quando o médico Dr Marcus Marinho enviou um áudio aos vereadores municipais reclamando do atraso. “É um desaforo, é um absurdo ficar dois meses sem receber. Nós não temos data fixa, recebemos o dia que a Prefeitura quer e da forma que quer. Um absurdo”, disse o médico.
Na Câmara de Vereadores o parlamentar Matheus Utsch alertou para a possibilidade de paralisar o atendimento a parturientes em Pedro Leopoldo por causa da inadimplência por parte do Executivo. "É mais um absurdo esta situação pois sabemos que a maternidade de Pedro Leopoldo é na região u, dos mais importantes centro de saúde de apoio às gestantes", alertou.
O OBSERVADOR ouviu médicos plantonistas que reclamaram ainda do baixo valor pago aos profissionais. Segundo eles o preço médio na região pago ao plantão de um anestesista, um pediatra e um obstetra é de mil e quinhentos reais. Já em Pedro Leopoldo apenas 900 reais. “Isso é desrespeito total”, disse o plantonista. Procurada, a Prefeitura não se manifestou.