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Governo do Estado anuncia 30 escolas estaduais selecionadas no Minas Bilíngue para 2026

Projeto amplia ensino bilíngue na rede estadual e fortalece oportunidades acadêmicas e profissionais

13/01/2026 às 09h40
Por: Artur Valério Fonte: Secom Minas Gerais
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SEE-MG / Divulgação
SEE-MG / Divulgação

O Governo de Minas divulgou, nesta terça-feira (13/1), a lista das 30 escolas estaduais selecionadas para a primeira etapa de implantação do Minas Bilíngue, projeto da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE-MG) que foi lançado em 2025 e passa a ser implementado a partir do ano letivo de 2026.

A iniciativa promove o ensino bilíngue e intercultural, ampliando as oportunidades acadêmicas, profissionais e formativas dos estudantes da rede pública. As unidades estão distribuídas em diferentes regiões do estado e vinculadas a 18 Superintendências Regionais de Ensino (SREs), assegurando abrangência territorial e diversidade de contextos educacionais.

O programa integra a política educacional do Estado, voltada à formação integral dos estudantes e à preparação para atuação em um mundo cada vez mais globalizado, articulando competências linguísticas, cognitivas, culturais e socioemocionais para escolas que oferecem Ensino Médio em Tempo Integral (Emti) e Ensino Fundamental em Tempo Integral (EFTI), sem aumento da carga horária dos estudantes.
 

 

"Com o Minas Bilíngue, os estudantes podem aprender o conteúdo tradicional usando a língua portuguesa, mas também essa segunda língua. Isso é importante, pois mais oportunidades se abrem aos estudantes mineiros e tenho certeza que será um salto importante de qualidade para a nossa rede", destaca o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares.

 
  
  


Além das escolas bilíngues, o projeto também contempla os Centros de Estudos de Línguas, que irão fortalecer a oferta gratuita de cursos de idiomas no contraturno escolar, ampliando o acesso ao aprendizado de línguas estrangeiras para estudantes e profissionais da rede estadual.

Idiomas aplicados

As aulas terão início no dia 4/2, conforme o Calendário Escolar 2026 da SEE-MG, marcando o início da execução do projeto em sala de aula. Nas escolas bilíngues, a língua estrangeira adicional — escolhida pela comunidade escolar — passa a ter carga horária ampliada e é integrada a outros componentes curriculares.

"Nós teremos uma matriz curricular específica, quadro de pessoal e professor de referência, adequações no espaço físico da nossa escola, material didático específico para bilíngue", conta Sandro Ângelo, diretor da Escola Estadual Professora Maria Amélia Guimarães, em Belo Horizonte, uma das 30 participantes do Minas Bilíngue. "O espaço físico da nossa biblioteca foi reformado no ano passado e iremos disponibilizar livros em inglês para os estudantes praticarem. A comunicação visual também passará a contar com as duas línguas", completa.

Além das aulas específicas de idioma, parte de disciplinas da Formação Geral Básica e dos Itinerários Formativos será ministrada parcialmente na língua adicional, em uma abordagem interdisciplinar. O currículo inclui ainda os Estudos Interculturais, que abordam aspectos históricos, culturais, artísticos e sociais dos países falantes do idioma.

A seleção das instituições considerou critérios como a adesão da comunidade escolar, a capacidade de oferta do ensino em tempo integral e o diagnóstico da proficiência linguística dos profissionais da rede. A Escola Estadual Maria Ilydia Resende de Andrade, em Juiz de Fora, na Zona da Mata, foi uma das escolhidas. "Esses projetos inovadores são sempre muito bem aceitos pelo corpo docente quando vêm para a escola, e, principalmente, pela nossa comunidade escolar. Tenho certeza que teremos um ano de muito aprendizado e rendimento", relata a diretora Marinez Miranda.

O projeto está estruturado em três frentes: a implantação das 30 escolas estaduais bilíngues a partir deste ano, a oferta de cursos gratuitos de idiomas nos Centros de Estudo de Línguas, voltados a estudantes e profissionais da rede, e a possibilidade de intercâmbio internacional, em períodos de dois a seis meses, para estudantes com melhor desempenho e professores mais engajados, por meio do Passaporte Mineiro do Conhecimento.

"Ter acesso a esse tipo de ensino em uma escola pública é ainda mais especial, é a prova de que a educação de qualidade pode e deve ser acessível a todos", analisa Flávia Núbia, diretora da Escola Estadual Antônio Canela, em Montes Claros, no Norte de Minas. "Essa oportunidade nos enche de orgulho e gratidão, pois sabemos que nem todos teriam condições de estudar em uma escola bilíngue particular".

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