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Emater-MG auxilia produtores a transformar propriedades rurais em destinos turísticos

Atividade gera novas oportunidades de renda para pequenos produtores de Minas Gerais

27/03/2026 às 09h17
Por: Artur Valério Fonte: Secom Minas Gerais
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Emater-MG / Divulgação
Emater-MG / Divulgação

Propriedades rurais têm, cada vez mais, se transformado em destinos turísticos no interior de Minas Gerais. A ordenha feita nas primeiras horas do dia, comida no fogão a lenha, o cheiro da cana sendo moída no alambique e histórias que atravessam gerações, que antes eram apenas uma rotina para quem vive no campo, tornaram-se também uma experiência para quem vem de fora. 

O fortalecimento do setor tem o apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural de Minas Gerais (Emater-MG) , que orienta produtores na estruturação das atividades turísticas. Em 2025, os profissionais da empresa prestaram cerca de 3,4 atendimentos em propriedades que investem no turismo rural.

Em Ritápolis, no Campo das Vertentes, a Queijaria Seu Jorge traduz bem esse movimento. A propriedade transformou o dia a dia da produção em uma atração para visitantes. Administrada por sete mulheres da mesma família, a queijaria recebe turistas interessados em conhecer o processo de produção do Queijo Minas Artesanal e saborear as delícias encontradas em uma típica cozinha do interior.

"O turista chega da cidade grande com muitas expectativas. É uma troca muito interessante de quem vive no campo com quem vem da cidade. Aqui ele pode acompanhar a ordenha, ver o processo de produção do queijo, que depois será saboreado com café. É uma delícia", declara a proprietária Vera Lúcia Cardoso.

O turismo no local começou de forma espontânea, com o interesse das pessoas durante a pandemia, na busca de experiências fora dos grandes centros. A produtora conta que as visitas  também proporcionaram o aumento da venda dos queijos e outros produtos. “Ele vem para conhecer, degusta e acaba gostando. Aí quer levar para ele, para a família ou para um amigo. Leva uma geleia, leva um queijo”.

Além de apoiar a produção, o trabalho dos técnicos da Emater-MG envolve a criação de experiências para o turista. "É entender o que o produtor tem e transformar isso em um produto turístico viável, que gere renda extra", explica a coordenadora técnica de Turismo Rural da Emater-MG, Thatiana Garcia.
 


Vera Lúcia Cardoso, proprietária da Queijaria Seu Jorge, e Ana Luiza Cardoso, com o catálogo Ruralidade Viva, da Emater-MG, e a queijaria (Crédito: Emater-MG / Divulgação)


Tradição

Em São João del-Rei, a Cachaça Morro Grande abriu o alambique para visitação e também transformou uma tradição familiar em atrativo turístico. O produtor José do Carmo Rezende retomou a atividade na aposentadoria e hoje recebe visitantes para apresentar todas as etapas da produção.

"Aqui o turista vai ver todo o processo de produção da cachaça, desde o plantio e a moagem até a degustação. Não é só conhecer o produto pronto para ser consumido”, explica. Com produção anual entre 15 mil e 20 mil litros, ele destaca que o turismo ajuda a valorizar a cachaça e aumentar as vendas. “É um grande gerador de renda”, afirma Rezende.

Já em Tiradentes, a Pousada Campestre Vila Tiradentes aposta na integração entre hospedagem e vivências rurais. O espaço oferece contato com animais, passeios a cavalo, visita ao alambique e degustação de produtos locais e até uma pista de motocross.

"As pessoas querem fugir da rotina. Aqui o visitante vê os bichos, toma um café, come um queijinho que a gente fabrica, toma a cachaça do nosso alambique", afirma a proprietária Josiele Darly, que administra o local ao lado do marido, Rodrigo Barbosa

Segundo ele, a procura pelo turismo rural tem crescido. "A aceitação é muito boa. As pessoas estão gostando muito. O turismo rural cresceu demais", completa Rodrigo.

Catálogo

Para dar visibilidade a essas iniciativas, a Emater-MG lançou a nova edição do catálogo Ruralidade Viva , que reúne 266 propriedades abertas ao turismo em Minas. A publicação traz informações, fotos e contatos de produtores que oferecem experiências com queijos, cafés, doces e cachaças. “É uma forma de divulgar nosso trabalho e atrair pessoas de outros lugares”, destaca a proprietária Vera Lúcia Cardoso.

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