

"Tem muitas mães que não têm condição de comprar o leite. Sou mãe de três filhos: Bianca, Eloá e Edmilson, e eles foram contemplados com o programa. Às vezes, os filhos adoecem, não querem uma comida, mas tem um leite ali. Então, ajuda muito a gente", celebra Sabrina Pereira Ferreira.
Moradora de Teófilo Otoni, a auxiliar de serviços gerais estava entre as primeiras mulheres atendidas pelo Leite para a Primeira Infância no Vale do Mucuri. Assim como Sabrina, outras mães solo comemoram o acesso gratuito ao leite, alimento essencial para os filhos mesmo nos momentos de maior dificuldade financeira.
Esse impacto também é sentido por Isabel Reyes, que acompanha de perto a diferença do programa no crescimento do filho. "O programa ajuda muito o desenvolvimento da minha criança. Ele gosta muito do leite", conta. Para Isabel, a vantagem vai além da mesa: é a tranquilidade de saber que a nutrição dos filhos está assegurada toda semana.
Lançado em abril de 2025 pelo Governo de Minas , o programa já faz parte da rotina de milhares de famílias que recebem três litros de leite por semana para cada criança de 2 a 6 anos, ajudando na complementação da alimentação nessa fase essencial do desenvolvimento físico e cognitivo.
O governador de Minas Gerais, Mateus Simões, destaca o significado do programa para a política social do estado.
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"O Leite para a Primeira Infância é um exemplo de como o Governo de Minas atua com eficiência e cuidado onde a necessidade é maior. Em um ano, transformamos a realidade de dezenas de milhares de famílias, garantindo reforço nutricional para crianças em fase de desenvolvimento e apoio a mães que enfrentam desafios diários. Vamos seguir ampliando essa iniciativa para que cada vez mais mineiros possam sentir essa diferença", afirma o governador Mateus Simões. | ||||
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A iniciativa começou pelas regiões de abrangência do Instituto de Desenvolvimento do Norte e Nordeste de Minas (Idene) , onde já atende quase 20 mil famílias. Em um ano, o programa, liderado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedese) , foi ampliado e já está presente em mais de cem municípios mineiros, com mais de 1,4 milhão de litros distribuídos.
Grande BH
Recentemente, o Leite para a Primeira Infância chegou à Região Metropolitana de Belo Horizonte (RMBH), alcançando mais 20 mil famílias.
É o caso da cuidadora de idosos Paloma Almeida, de Sabará. Mãe solo, ela é responsável pelas crianças e pela casa. "Eu passei por cirurgia no cérebro, fiquei internada mais de um mês. Foi muito difícil para mim e para as minhas filhas também. Este projeto chegou em boa hora e está me ajudando demais", conta Paloma.
O secretário de Estado interino de Desenvolvimento Social, Ricardo Alves, reforça como o programa tem um impacto direto na vida das famílias mineiras.
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"Estamos falando de uma ação que fortalece a segurança alimentar para milhares de crianças e, ao mesmo tempo, apoia mães solo em situação de vulnerabilidade. O leite chega onde é mais necessário, promovendo dignidade, desenvolvimento e cuidado com quem mais precisa", destaca Ricardo Alves. | ||||
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Fortalecimento do pequeno produtor
Além do impacto social, o programa fortalece a economia local. São 424 pequenos produtores credenciados como fornecedores exclusivos e cerca de R$ 3 milhões repassados à agricultura familiar em um ano, garantindo renda estável e preço justo no campo.
Produtor em Montes Claros, no Norte de Minas, Ananias Soares afirma que a iniciativa foi essencial para manter sua atividade. O programa paga R$ 2,81 por litro de leite, valor superior ao praticado no mercado, que gira em torno de R$ 1,30.
"Eu gasto R$ 1,80 para produzir um litro de leite, ou seja, estava pagando para trabalhar. Com o programa, tenho tranquilidade e incentivo para continuar", explica o produtor. Atualmente, ele fornece cerca de 1,5 mil litros por mês para o programa.
Em Francisco Dumont, o produtor Alison Fonseca também percebe o impacto do programa. Com um plantel de 20 animais, ele fornece aproximadamente 750 litros mensais. "Com o valor que a gente recebe conseguimos tratar melhor o gado e manter a produção, principalmente no período da seca, quando os custos aumentam", destaca Francisco.
O diretor-geral do Idene, Henrique Carvalho, reforça como o programa cumpre um papel fundamental no campo e na alimentação das crianças. "Ao garantir um preço justo ao pequeno produtor, acima do valor de mercado, o programa cria uma cadeia virtuosa: o agricultor familiar tem renda digna para continuar produzindo, e a criança tem acesso a um alimento de qualidade. É uma política que cuida das duas pontas", destaca Henrique.
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