
O Dia Mundial do Doador de Sangue, oficialmente comemorado em 14 de junho, foi celebrado nesta terça-feira (17/6), com um evento especial realizado no Hospital Infantil João Paulo II (HIJPII), da Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) . Promovida pela Agência Transfusional do Complexo Hospitalar de Urgência (CHU), a iniciativa foi uma oportunidade para reconhecer e agradecer os doadores voluntários que, por meio de um gesto simples e solidário, ajudam a salvar vidas todos os dias.
A programação reuniu gestores, servidores e pacientes do Complexo Hospitalar de Urgência (CHU) em um momento de gratidão e de descontração. O evento contou com a apresentação da banda da Polícia Militar de Minas Gerais , Agremiação Musical Orquestra Show (AMOS), a participação da mascote da Fundação Hemominas , que interagiu e tirou fotos com os presentes, além de consultoras de beleza, que ofereceram momentos de cuidado e bem-estar. Também participaram os profissionais do laboratório do CHU, que ficaram responsáveis pela realização do exame de tipagem sanguínea.
Durante a abertura, o médico da Agência Transfusional, Winston Kouri, destacou a importância da campanha Junho Vermelho e do engajamento da população na causa.
“O ato de doar sangue é simples, sem risco para a pessoa que está doando, e de amor. Temos estatísticas que mostram que uma única bolsa de sangue pode salvar até quatro vidas”, lembrou o profissional.
O médico também destacou a importância da doação de sangue em um complexo como o CHU, que abrange o Hospital João XXIII. “Trabalhamos em um hospital de emergência, onde precisamos de sangue de um momento para outro e em grande quantidade. É muito importante chamar a atenção para a responsabilidade que temos como cidadãos de ajudar o próximo e incentivar amigos, familiares e colegas de trabalho a serem doadores”, afirmou.

Ato essencial para a vida
A gerente de Apoio Diagnóstico e Terapêutico do CHU, Andréa Vimieiro, ressaltou o impacto direto das doações na assistência prestada aos pacientes da rede.
“Só este ano, até maio, já realizamos mais de mil transfusões no CHU. Foram ao menos mil vidas beneficiadas, famílias que tiveram esperança de um recomeço e de uma vitória”, destacou.
O depoimento da estudante de medicina Amanda Milagres, de 25 anos, que compartilhou sua experiência como paciente e receptora de sangue após um grave acidente, foi um momento de emoção e conscientização para os participantes do evento. Amanda foi atropelada em 2023, e na ocasião, teve diversas fraturas graves, além da perna direita amputada. “Se estou aqui hoje, seguindo meus sonhos, é porque alguém tirou um tempinho do seu dia para fazer uma doação. Precisei receber aproximadamente 20 bolsas de sangue”, contou a estudante.
Amanda destacou ainda que a experiência reforçou a importância de um gesto que já fazia parte de sua rotina. “Eu já era doadora antes do acidente e, depois de tudo o que vivi, ficou ainda mais evidente a importância da doação de sangue. Hoje sei, na prática, como esse ato pode fazer a diferença na vida de alguém”, afirmou.
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