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Governo de Minas amplia prevenção e cuidado contra o câncer do colo do útero

Estado reforça vacinação contra HPV, amplia rastreamento e incorpora novas tecnologias na rede pública

31/03/2026 às 17h18
Por: Artur Valério Fonte: Secom Minas Gerais
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Carol Souza / SES
Carol Souza / SES

O Governo de Minas ampliou as ações de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer do colo do útero na rede pública de saúde. A estratégia fortalece o cuidado com a saúde da mulher, com foco na ampliação do acesso, no diagnóstico precoce e no início do tratamento no tempo adequado.

As medidas foram apresentadas nesta terça-feira (31/3) pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e integram o Programa Estadual de Enfrentamento ao Câncer, Cuidar na Hora Certa, além do Plano Operativo Estadual de Saúde das Mulheres. A proposta organiza o cuidado de forma integrada, desde a prevenção até o tratamento, com impacto direto na redução de casos graves e óbitos.

A secretária de Estado Adjunta de Saúde, Poliana Cardoso Lopes, destaca que a iniciativa integra uma política mais ampla de organização do cuidado. 

“Estamos fortalecendo as políticas voltadas à saúde da mulher e qualificando a jornada do paciente em toda a rede. O objetivo é garantir que o diagnóstico aconteça no tempo oportuno e que o tratamento seja iniciado no prazo adequado, de até 60 dias”, afirma.

Entre as principais ações anunciadas estão o reforço da vacinação contra o HPV, a ampliação do exame preventivo e a incorporação de novas tecnologias de testagem. A estratégia também prevê o fortalecimento da educação em saúde, a qualificação da rede assistencial e o monitoramento do tempo de resposta para diagnóstico e início do tratamento.

O anúncio ocorre no mês das mulheres e reforça o compromisso do Estado com a ampliação do acesso à prevenção, ao rastreamento e ao tratamento do câncer do colo do útero, especialmente entre mulheres de 25 a 64 anos e pessoas transexuais.

Cuidado que impacta vidas

O impacto das ações da rede pública pode ser percebido na experiência das pacientes. A usuária Geane Maria Mota de Melo, de 32 anos, destaca a agilidade no atendimento recebido. “Mesmo sendo um diagnóstico difícil, a rede pública esteve presente em todo o processo”, afirma.

Após o diagnóstico, ela realizou a primeira consulta em três dias e passou por cirurgia cerca de 40 dias depois. “Fiz todo o acompanhamento na rede pública e hoje sigo em acompanhamento regular”, relata.

Prevenção, rastreamento e diagnóstico precoce

A vacinação contra o HPV segue disponível gratuitamente nas Unidades Básicas de Saúde dos 853 municípios mineiros, para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos, como principal estratégia de prevenção da doença.

O exame preventivo continua sendo fundamental para identificar alterações ainda na fase inicial, aumentando as chances de cura. A ampliação do rastreamento busca facilitar o acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento, com foco nos públicos prioritários.

Dados do Painel Oncológico indicam que Minas Gerais registrou 3.345 casos de câncer do colo do útero em 2024 e 2.496 casos em 2025, reforçando a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento contínuo na rede pública.

Rede estruturada e inovação no cuidado 

A rede estadual conta atualmente com 41 serviços habilitados em alta complexidade oncológica, responsáveis pelo diagnóstico e tratamento da doença. O acesso é regulado pelos municípios, garantindo o encaminhamento adequado das pacientes.

O Estado também amplia o acesso a consultas especializadas e exames como colposcopia e biópsia, além de investir na qualificação da rede para reduzir o tempo de espera e aumentar a resolutividade do atendimento.

Entre os avanços, está a implementação do teste molecular para rastreamento do HPV, já iniciada em municípios-piloto. Mais de 10 mil kits de coleta foram enviados, com previsão de ampliação gradual da estratégia.

A iniciativa também prevê investimento anual de R$ 1,4 milhão para garantir o tratamento em tempo oportuno, com meta de início em até 60 dias após o diagnóstico da doença, além da qualificação da rede para reduzir o tempo de espera e aumentar a resolutividade do atendimento.

A subsecretária de Redes de Atenção à Saúde, Camila Moreira de Castro, explica que a inovação representa um avanço importante na detecção da doença. “Minas Gerais participou de forma pioneira da implantação dos testes moleculares. Desde o final de 2025, Uberaba e Juiz de Fora já participam dessa iniciativa, que será ampliada gradualmente para outros municípios”, afirma. 

A expectativa é que, ainda em 2026, Diamantina e Santo Antônio do Monte também sejam incluídos. Enquanto isso, o exame Papanicolau segue como ferramenta essencial para o diagnóstico na rede pública.

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