Mais uma vez a crise de falta d’água atinge os moradores do bairro Mirante, em Pedro Leopoldo. Eles vivenciam um cenário angustiante à medida que a falta de água chega a níveis críticos há pelo menos 15 dias.
Localizado ao lado do Bairro Santo Antônio, alguns moradores do Mirante relatam enfrentar constantemente esse desafio da falta de água para lavar roupa, tomar banho e todas tarefas que dependem deste precioso líquido. Inúmeras casas do bairro que se encontra na parte mais alta da cidade estão afetadas por esse problema que, segundo os próprios moradores persiste há anos.
RECEBA NOTÍCIAS GRATUITAS E EXCLUSIVAS NO SEU CELULAR CLICANDO AQUI
Uma moradora ouvida pelo OBSERVADOR disse que está no limite de sua paciência diante de uma situação que se repete com frequência. “Nós não podemos mais aceitar essa situação. Temos mães com crianças, pessoas idosas, trabalhadores, gestantes no bairro e estamos sem paciência com este problema. Dependemos desse abastecimento da Copasa e não vemos como resolver esse problema de forma definitiva”, desabafou.
Mãe de quatro filhos, residente há 17 anos no Bairro, nestas duas últimas semanas viu o problema aumentar. “ A água chega só a noite com muito ar, dura no máximo uma hora e para. Durante o dia ela chega sem pressão. Estou com dois tambores cheios de roupa para lavar. Tive que escolher, ou tomamos banho em casa ou lavamos roupa, pois a água não dá para as duas coisas”, disse.
CONVERSE CONOSCO OU AGENDE SEU ANÚNCIO NO NOSSO PORTAL CLICANDO AQUI
Segundo ela, a prefeitura só leva o caminhão de água quando a situação se torna crítica. Enquanto fica só pingando água na torneira, o caminhão não vem. Desde vim para o bairro, esse problema existe, e é frustrante demais as pessoas ficarem constantemente sem água na caixa”, lamenta ela pedindo para não revelar seu nome.
Uma residência visitada pelo OBSERVADOR é o reflexo de muitas do bairro. Louça suja na pia, roupas de toda família espalahada na área de tanque, banheiro fcom mai cheiro. Mosquito por toda casa e uma criança com diarreia. Para preparar o almoço, nenhuma uma colher limpa.
A ineficiência ou mesmo omissão dos poderes públicos é patente. “Não é obrigação da Prefeitura o fornecimento de água, mas ela tem a obrigação de fiscalizar e cobrar da concessionária Copasa o cumprimento de sua obrigação”, disse o vereador Matheus Utsch.
ACESSE O INSTAGRAM DO OBSERVADOR PARA MAIS NOTÌCIAS CLICANDO AQUI
O OBSERVADOR entrou em contato com a assessoria de imprensa da Prefeitura e também com a Copasa solicitando um posicionamento sobre a situação da falta de água no bairro. Até o fechamento dessa reportagem não tivemos resposta.
Mín. 15° Máx. 26°