
Cento e vinte nove pessoas deixaram a fila por cirurgias eletivas em março com a segunda edição do “Opera Mais Fhemig, Aqui em Minas a Fila Anda!”. A iniciativa tem por objetivo ajudar a diminuir o tempo de espera dos pacientes, ampliando o acesso da população a procedimentos pelo Sistema Único de Saúde (SUS), ao utilizar, de maneira estratégica, a estrutura já existente nos hospitais da Rede Fhemig .
Iniciada em fevereiro, a ação já beneficiou 260 pessoas. A expectativa é ultrapassar mil cirurgias até o fim do ano. A força-tarefa de março contemplou procedimentos ortopédicos, ginecológicos, urológicos, dermatológicos, plásticos, gerais e oncológicos, distribuídos conforme a especialidade de cada unidade da rede.
No Complexo Hospitalar de Especialidades, formado pelos hospitais Alberto Cavalcanti e Júlia Kubitschek, foram 38 cirurgias. O Hospital Eduardo de Menezes, em BH, realizou 25 procedimentos.
O Hospital Regional Antônio Dias, em Patos de Minas, realizou 24 cirurgias. O Hospital Regional João Penido, em Juiz de Fora, 15. O Complexo de Barbacena contabilizou 13 procedimentos. No Cristiano Machado, em Sabará, foram oito. A Maternidade Odete Valadares, na capital registrou seis cirurgias.
Recuperação mais rápida
O pedreiro de acabamentos Rafael da Costa foi um dos pacientes beneficiados pelo mutirão. Morador de Ibirité, ele aguardava por cirurgia após fraturar o pé em uma partida de futebol, no dia 14 deste mês. “Me ligaram avisando que eu deveria me apresentar na sexta-feira (27/3) para realizar a cirurgia no sábado. Me deixaram muito tranquilo e preparado”, contou. Ansioso para voltar ao trabalho, ele elogiou a ação da Fhemig: “Excelente a intenção de ajudar quem precisa, uma ótima iniciativa para a população”, disse.
De acordo com o ortopedista especialista em mão do HJK, Rodolfo Rossignoli, o mutirão envolve uma organização detalhada para garantir agilidade e segurança nos procedimentos. “Houve um planejamento para definir a ordem de entrada dos pacientes, os instrumentos necessários para os procedimentos e a logística das salas, com reuniões para alinhar todos os detalhes. A disponibilidade da equipe nesta preparação foi muito importante”, relata.
Para Rossignoli, a iniciativa contribui diretamente para reduzir o tempo de internação e acelerar a recuperação dos pacientes. “Operando de forma mais rápida, conseguimos maximizar os resultados, promover uma reabilitação mais ágil, atender um número maior de pessoas, além de fazer com que as filas andem”, afirmou.
Josimara Ferreira foi uma das oito pacientes que passaram por laqueadura (método contraceptivo cirúrgico e permanente) no Hospital Cristiano Machado e, agora, se diz aliviada. “Para mim vai ser muito bom. Tenho uma filha de 20 anos e um casal de gêmeos de 16, sendo que enfrentei uma eclâmpsia na primeira gestação. Foi complicado. Com a laqueadura vou ficar mais segura, tranquila e sem precisar tomar remédio”, disse.
Daniel Caixeta, médico cirurgião do Cristiano Machado, também destacou a importância da iniciativa para ampliar o acesso aos procedimentos e dar mais agilidade ao atendimento. “É uma forma de dar celeridade à fila e atender as pessoas da melhor forma possível. É muito gratificante”, afirmou. Segundo ele, a retomada do bloco na unidade, no ano passado, também marca um novo momento. “Retomamos as cirurgias em 2025 e, agora, é dar vida nova a esse espaço e suprir a demanda da população”.
Mín. 17° Máx. 27°